A saga da minha tatuagem
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Sucesso aos vinte e poucos anos…
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Minha experiência com lentes de contato e com o ceratocone
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A saga da minha tatuagem
29 de setembro de 2016

Ano passado tomei coragem e fiz minha primeira tatuagem – e única, porque olha, doeu demais hahaha -. O Júnior pegou um trabalho de pintura para um estúdio de tatuagem em Assis e eu acabei fazendo por lá, ele me deu a tatuagem de presente!

Infelizmente a “primeira versão” não ficou muito legal, desbotou e me deixou bem triste, mas aí eu a refiz em outro estúdio, em Assis mesmo, e o resultado final foi esse:
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Um infinito, com o nome do meu filho, uma reticências e, na outra ponta, uma patinha de cachorro, ao lado do pulso, no braço direito.

Eu sempre tive medo de agulhas, então achei que nunca seria capaz de suportar a dor de uma tatuagem, mas até que foi mais tranquilo do que eu esperava, tanto que tive coragem de retocar hahaha Mas se é pra ter algo em meu corpo pro resto da vida, tem que estar do jeito que eu queria, não é verdade?

Foi muito difícil tomar coragem para fazer essa tatuagem, além da religião, minha mãe também não gostava muito da ideia e eu odeio fazer algo que sei que ela não gostaria que eu fizesse. Porém… O Júnior tinha 2 tatuagens e vivia me encorajando, além de ser algo que eu sempre pensei em fazer… A meta da tatuagem já estava nas minhas 101 coisas em 1001 dias, mas sempre foi a que eu dei a menor importância.

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O infinito sempre teve um significado muito especial pra mim e a reticências é o sinal gráfico que mais uso em meus textos, ambos significam continuidade e é isso que a vida é, uma sequência de continuidades, meu filho e cachorros são as coisas que eu mais amo na vida e tenho certeza que nada nunca apagará esse amor de mim, por isso os incluí na tatuagem! ♥

Não pretendo fazer outras nunca, mas a gente nunca sabe né? Mas no fim das contas eu gostei muito dessa e queria compartilhar com vocês um pouquinho das loucuras que fiz nesses dois anos que estive longe do blog!

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Post por: K-Chan Nhayök


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Sucesso aos vinte e poucos anos…
22 de setembro de 2016


O papo da vez é sobre os jovens que atingem um sucesso tão grande aos vinte e poucos anos que se tornam milionários.

Não estou falando daqueles como a Taciele Alcolea, que mal sabia o que estava fazendo quando começou, mas por amor ao que faz acabou indo longe e hoje é referência no mundo youtuber, por continuar sempre com seu bom trabalho.

Me refiro mais aos jovens estilo a polêmica Bel Pesce, o contraditório Mark Zuckerberg e muitos outros que “conquistaram” o Vale do Silício com suas ambições, conseguindo poder e status. (Vamos desconsiderar aqui a polêmica que envolve Bel Pesce, porque meu foco é outro.)

Nunca antes no Brasil se viu tanta pressão para que, aos dezessete anos, você já saia do Ensino Médio focado em seu futuro brilhante. Trabalhar de carteira assinada é quase uma vergonha, você precisa “empreender”, trazer ao novo ao mundo, gastar sua energia e sua juventude trabalhando em algo inovador, algo que prove que você não veio ao mundo “só de passagem”, algo que deixe a sua marca e torne seu nome conhecido (e não necessariamente algo que você ame, embora tentem te convencer que você ama SIM o dinheiro, o sucesso e a fama).

Entrar e sair todo dia de um escritório não é uma opção. Nem mesmo passar em um concurso público, tão sonhado pelos nossos pais, tem chamado mais a atenção dessa nova geração. Não querem ser funcionários atrás de um balcão. Estão dispostos a investir tudo o que não têm para abrir grandes negócios de sucesso (e aí começam a trabalhar na ilegalidade por não terem condições financeiras de abrir uma empresa e arcar com seus encargos, utilizam de crédito fácil, emprestando dinheiro que sequer sabem se terão como pagar, contratam funcionários sem registro – que normalmente são jovens com ambições enormes, mas um pouco mais de juízo para não começarem a se meter em dívidas monstruosas – e dão o nome de “colaboradores”).

Vivemos em um mundo onde ter sucesso é estar afogado em dívidas aos vinte e poucos, para se tornar milionário aos vinte e cinco. E se você não for milionário, querido, você falhou miseravelmente e terá que trabalhar para um…
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Inclusive, para chegar lá, você pode até pular a faculdade. Quem precisa de ensino formal para empreender? Empreender é um negócio de alma, você só precisa descobrir do que o mercado mais precisa e se tornar o fornecedor. Só é necessário ter UMA ideia brilhante, o ensino formal não te prepara para isso, lá eles discutem ideias brilhantes de outras pessoas, você precisa da SUA ideia brilhante para conseguir chegar ao sucesso. Você não quer discutir os outros em sala de aula, você quer SER discutido em sala de aula.
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Para chegar lá, os jovens se submetem a longas jornadas de trabalho que são extremamente cansativas e mal pagas, altas doses de cafeína, pouco convívio social, sacrificam relacionamentos amoroso, familiares e até mesmo os amigos são deixados de lado quando não compactuam com esse estilo de vida. Fazem do trabalho suas vidas, produzindo conteúdo sobre coisas que eles acham que entendem, a fim de se tornarem conhecidos no meio em que querem entrar.

Já notaram como esses livros escritos por jovens de sucesso são sempre “mais do mesmo”? Eles dizem inovar, mas na verdade só reproduzem com outras palavras o mesmo discurso otimista de corra atrás de seus sonhos, para encobrir o lado negro da caga horária extensiva, das dívidas, dos sacrifícios que fazem contra si mesmos e da falta de conhecimento teórico sobre o que estão fazendo. Tudo segue um padrão: eu li O Segredo, fui iluminado por uma verdade irrefutável, corri atrás dos meus sonhos, vi oportunidades onde todos viam dificuldades, vi desafios onde todos viam riscos, me sacrifiquei e hoje estou aqui, ensinando vocês a serem como eu.

Mas eu não estou falando aqui para você seguir ou não essa vida, eu só estou tentando dizer que…


A felicidade e o sucesso significam coisas diferentes para pessoas diferentes.

Tá tudo bem se você quiser trilhar esse caminho, mas saiba que ele pode não te levar até onde você pretende chegar. E pode te afastar de pessoas que você ama, pode te frustar e você precisa ser avisado sobre isso antes de se jogar de cabeça. Não é uma vergonha você não ter casa, carro e uma conta gorda no banco aos vinte e cinco anos de idade, vergonha é você fingir que tem tudo isso e passar a perna em outras pessoas para tentar chegar lá. Por isso tenha calma, não queira ser o Mark Zuckerberg, a história dele não é bonita, é uma história de um garoto ambicioso que não sabia quando parar e passava por cima das pessoas e até dos amigos para conseguir o que queria.

E você não precisa ser um expert em tudo, não precisa de trinta diplomas igual a Bel Pesce, você pode ter só um, pode querer ser um jovem prodígio no Vale do Silício, um empresário, um professor, dentista ou veterinário, tanto faz, desde que isso te faça feliz de verdade.

Você pode ser feliz com uma mansão ou com um apartamento. Você pode ser feliz viajando ou comprando roupas, o importante é não viver de aparências, não se desesperar com cobranças de uma sociedade que mal sabe o que tá fazendo. Você não precisa ter tudo ao mesmo tempo. E você pode ser feliz também sem nada, caso queira.

É muito mais sucesso fechar o mês com todas as contas pagas, do que sendo citado pela Forbes enquanto cortam sua água por falta de pagamento – e eu conheço muita gente assim!
É muito mais legal estar na festinha de aniversário do sobrinho, com 300 reais na sua conta para passar o mês, do que estar em um coquetel de lançamento da Apple, pensando em como vai fazer para quitar a dívida do cheque especial.

Você não precisa de sucesso aos vinte e cinco anos se for um sucesso de aparência. Você tem a vida inteira para correr atrás dos milhões e existem vários caminhos para se chegar até eles. Alguns demoram mais, mas evitam muitos sustos e funcionários te processando por falta de pagamento.

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Post por: K-Chan Nhayök


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Minha experiência com lentes de contato e com o ceratocone
15 de setembro de 2016

A córne é a parte transparente do nosso olho e deve ter a forma de “uma calota esférica um pouco saliente“, meio oval, meio redonda, serve para focar a luz e é extremamente importante para a visão. Porém, para quem tem ceratocone as coisas não acontecem bem assim. A córnea tem o formato de um cone e vai se “amassando” conforme coçamos o olho.


Aos quinze anos eu já tinha alguns problemas para enxergar. Não conseguia ler em movimento (ônibus ou carro) sem que ficasse tudo muito embaçado e eu acabasse tendo dores de cabeça ou enjoo. Passava muito tempo no computador e muitas vezes não conseguia focar nas letras ou números (eu trabalhava em um escritório de contabilidade), meu olho coçava demais e a falta de luz me incomodava. Fui à um oftalmo que disse que eu tinha astigmatismo e miopia, me receitou um óculos que eu nunca consegui manter no olho por mais de meia hora (mesmo com muitas pessoas dizendo que deveria insistir até acostumar), ele mais atrapalhava que ajudava e eu simplesmente parei de usar.

Aos 21 anos senti que minha visão estava pior, e morava em Portugal e estava com dificuldades para ler placas distantes e tendo muitas dores de cabeça quando tentava ler os livros da faculdade por longos períodos. Foi aí que passei em um oftalmo que logo me disse que o que eu tinha se chamava ceratocone. Ele me receitou um óculos que era maravilhoso (meu xodó da Dolce & Gabbana) e eu o usei por uns 2 anos, do momento que saí da ótica, até quebrar…
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Aí conheci o site da Lema 21, onde comprei meu segundo óculos online e o usei por mais um ano mais ou menos, já no Brasil. Mas aí a receita não era mais tão eficaz e com o tempo perdi o óculos e parei de usar… Ao renovar minha CNH veio o susto: quase não fui aprovada no exame de vista e o oftalmo deixou bem claro que, ou eu arrumava um óculos, ou não poderia mais dirigir da próxima vez que tentasse o exame. O alerta foi para meu olho direito que já não estava nada bem.

Mas só esse ano eu consegui passar com o Dr. Henrique, no IORC e tirei todas as minhas dúvidas sobre o que afinal era esse tal de ceratocone e qual era a situação atual da minha visão. Conclusão triste: estou com menos de 50% de visão no direito, com ceratocone grau 3 (avançado), quem estava segurando a barra era meu olho esquerdo, que também tem ceratocone grau 2 (moderado). A solução? Lentes de contato rígidas gás permeáveis, não é aquela lente de contato comum que todo mundo usa, é mais durinha e serve para ajudar sereshumaninhos como eu que têm esse probleminha na córnea.

Vale lembrar que coçar o olho está super proibido para mim e serve de alerta para vocês: coçar o olho pode ocasionar e/ou agravar o ceratocone, portanto: NÃO COCEM NUNCA MAIS O OLHO! Dica de amiga que teve que pagar mil reais na lente para o ceratocone e talvez tenha que pagar muito mais em cirurgias corretoras (podendo até precisar de transplante se a doença não estacionar!) porque coçou o olho loucamente a vida inteira…

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As lentes gás permeáveis são um pouco mais incômodas – e muito mais caras – que as lentes comuns, não são feitas em óticas, apenas laboratórios especializados trabalham com elas (alem de não terem opções de cor, o que é bem triste porque achei que finalmente teria olho verde), mas precisam do mesmo cuidado e manutenção das lentes comuns, só que com produtos específicos para lentes rígidas gás permeáveis (que pra variar também são mais caros que os produtos para lentes gelatinosas…).

Foi bem engraçado o treinamento da lente que eu fiz, porque a lente não queria sair do meu olho do jeito que a moça ensinava e eu achei que nunca mais ia conseguir tirar aquele troço dali hahahaha (desesperada nada eu, né?), mas consegui e, por fim, estou usando lentes há 2 dias… Já passei por um aperto dela simplesmente cair do meu olho esquerdo em um restaurante e minha mãe ter que tatear o chão inteiro atrás dela (ainda bem que encontramos!), mas diria que estou me adaptando bem (achei e me disseram que seria bem pior).

Se você tiver muita coceira no olho, agonia a luz muito forte ou ambientes pouco iluminados, constantes dores de cabeça ou algo do tipo, procure um oftalmo e fale com ele sobre a possibilidade de ceratocone, quanto antes você descobrir melhor, pois o avanço da doença pode te levar a precisar de um transplante e até mesmo a perda da visão (o que hoje não é tão comum de acontecer, uma vez que já existem muuuuitos tratamentos menos invasivos para a doença).

E, se você assim como eu precisar de lentes, lembre-se de manuseá-las com cuidado ao colocar e tirar, sempre usar colírio quando os olhos secarem e lavar as lentes todos os dias (com o produto correto!), antes de guardá-las! Ah e não derrubem elas no meio do restaurante que nem eu 😛

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Post por: K-Chan Nhayök