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Amor? #2 Sicrano
24 de janeiro de 2013

Amor? É uma coleção de crônicas amorosas, baseadas em experiência pessoal.

 

Para ler outras crônicas da série Amor?, clique aqui.

 

 

O segundo namoro foi estranho e até hoje eu não entendo bem como aconteceu…
Ele tinha olhos azuis e chamava atenção de todas as meninas da turma de japonês… Principalmente das mais novas. Era alto, cabelo preto e liso, um pouco comprido, sempre arrumado, sempre cheiroso, parecendo que tinha acabado de sair do banho.

 

Fazia um mês que meu primeiro amor tinha acabado, aquele bom e velho romance com o melhor amigo que infância, acabou nas férias, por causa de uma traição. Assim que voltaram as aulas de japonês, aos sábados, ele decidiu sentar ao meu lado. Eu não entendi o porquê, mas confesso que gostei. Nunca tínhamos conversado antes e ele se mostrou uma pessoa bem legal, com os mesmos gostos e manias meus, nos demos bem (até demais!).

 

Na hora de irmos ele ia pra mesma direção que eu, fomos a pé e ele se ofereceu para empurrar minha bicicleta. Falamos de animes, cultura japonesa, jogos, enfim, tudo que amávamos. É claro que eu estava empolgada! Nunca um garoto tão bonito e legal chegou para conversar comigo por livre e espontânea vontade e tinha sido tão legal! Ficamos amigos fácil, trocamos Orkut e Msn… Chegando em casa eu só pensava em como o dia tinha sido bom e esperava ansiosamente pelo próximo sábado.
Durante a semana eu entrei na internet e nós conversávamos muito, até que ele me convidou para o aniversário de 19 anos dele, mas eu não fui (eu não conhecia ninguém além dele e sempre tive a mania de ser meio anti-social haha). Depois ele me convidou para jogar Tibia, um joguinho de RPG on line com gráficos e jogabilidade horríveis, mas eu aceitei jogar, pra passar mais tempo com ele. Meus pais tinham recém-separado e meu pai odiava jogos on line, motivo pelo qual eu tinha que ir até a casa da minha mãe depois da escola, só para poder jogar e conversar com ele.

 

Como eu disse, tudo aconteceu muito rápido, foi aquela paixão adolescente, quase que como uma garota começa a se apaixonar por seu ídolo teen… Enquanto a gente jogava ele veio com aquele papo: “Quer ser minha namorada no jogo?“. Eu que não sou boba disse “sim” e ele começou a mandar coraçõezinhos, me dar itens fofos e todas essas coisas que só quem já teve um “namorado” em jogos on line sabe como funciona.
Fomos pro msn e papo vai, papo vem, eu perguntei: “mas você não tem namorada?” e ele me disse que não, que aquele dia falou “namorada” por força do habito, mas fazia um mês que eles tinham terminado, o mesmo tempo que fazia que eu tinha terminado com meu primeiro (ex)namorado.

 

Uns dias depois nos encontramos de novo on line e, quando fomos pro msn, web cam ligada, ele na lan house e tudo mais, tomei coragem e perguntei: “quer ficar comigo?”. Só vi o menino ficar vermelho e cada vez mais vermelho. Olhar em volta desconsertado e abrir o sorriso mais bonito do mundo, pra mim, naquele instante.

 

-Eu acho que isso a gente tem que conversar pessoalmente… Você não acha?

-Sim, mas eu não ia ter coragem de perguntar pessoalmente :p

-Sábado a gente conversa! Tenho que sair!

-Ok 🙂

-Beijos, tchau!

 

E assim fiquei contando os dias, as horas, os minutos e os segundos até sábado.

***

Chegou sábado, fui ao curso. Cheguei, esperei na entrada, entrei pra sala, sentei e nada… Ele chegou atrasado, a aula já havia começado. Se sentou ao meu lado, mas não trocamos uma palavra. O frio na barriga só aumentava cada vez que eu olhava pra ele. Concentração era uma palavra que não existia naquele momento.

 

Quando deu o sinal para o intervalo minha barriga gelou. Nos entreolhamos e então eu soube tudo que ia acontecer. Descemos juntos e nos sentamos em um banco no pátio. Não dissemos uma palavra. Depois de minutos que pareciam eternidades ele pegou na minha mão.

 

-Você tá tímida.

-Eu sou tímida…

-Se eu te der um beijo você fica menos tímida?

 

Nessa hora eu só soube sorrir e fechar os olhos. Nos beijamos o intervalo inteiro, conversamos um pouco também… Mas eu queria aproveitar o momento: era o primeiro menino com quem eu “ficava”, a gente não tava namorando, ele era lindo demais, eu achava que a gente não ia namorar.

 

Quando o sinal bateu para voltarmos a sala um colega de sala se aproximou:
-Aime, você não estava namorando com o Fulano?
Morri de vergonha, mas fiz questão de desmentir:”Terminamos faz um tempo já, ele me traiu”. Tive medo do cara lindo e perfeito do meu lado não querer mais falar comigo. Mas pra minha surpresa ele pegou na minhã mão e fomos pra sala como se fôssemos um casal há muito tempo.

 

Na hora da saída ele se disponibilizou a me acompanhar, fomos conversando, lindos e apaixonados. Quando chegamos na rua da minha sala ele me fez uma proposta:
-Não quer ir lá em casa? Depois te trago!
Aceitei, afinal, o que eu tinha a perder? Seria um fim perfeito pra um dia perfeito. Eu estava a poucos dias de me mudar e ia morar pertinho da casa dele, meu pai estava na casa nova, limpando e ajeitando umas coisas, não ia sentir minha falta.

 

Chegando na casa dele, fomos recebidos pela mãe dele, que ligo disse: “Essa é a famosa Aime? Oi linda, tudo bem? Achei que ela era japonesa!” confesso que fiquei um pouco sem jeito por não atender as expectativas dela, entramos. Lá estavam o irmão dele e um amigo (que eu não fazia idéia que um dia entraria na minha vida de um jeito tão intenso! Mas isso é outra história!), mas logo saíram para jogar bola e ficamos só nós dois, no quarto. Falamos de jogos, animes e tudo que fazia com que ele parecesse cada vez mais perfeito pra mim.
Quando já estava quase anoitecendo pedi pra ele me levar embora.

 

No dia seguinte ele me convidou para ir a um churrasco. Aceitei achando que era coisa de amigos, mas chegando lá estava toda a família dele pra um aniversário de um primo. Fui apresentada para todos, morrendo de vergonha. Ele não parava de me beijar, deitamos numa rede e ficamos lá até que uma tia dele jogou água na gente. Eu, com todos meus 15 anos e minha mania anto-social de ser, morri de vergonha mais ainda. Mas a família dele era legal e me trataram muito bem. Saímos pra andar e eu perguntei:
-Quando a gente chegar em casa… Como eu te apresento pro meu pai?
-Pode falar: Esse é o Sicrano, meu namorado.
-A gente é namorado?
-Acho que sim… Não?
-Sim, sim!

Malfeito feito, estávamos namorando. Eu não podia me sentir menos nas nuvens.
É claro que chegando em casa eu não tive coragem de apresenta-lo assim, meu pai estava ajudando a descarregar o caminhão na casa nova e chegamos de mãos dadas, meu pai percebeu… Ele ajudou meu pai e depois foi embora.

 

Namoramos 1 ano e 2 meses. Tivemos momentos muito especiais. Ele me deu uma aliança, o presente de aniversário dos meus sonhos. Me apresentou pessoas super legais. Foi o primeiro namorado que dormiu em casa comigo e eu dormia na casa dele ás vezes. Sempre tínhamos assuntos, jogávamos os mesmos jogos, ele se dava bem com minha mãe e com meu irmão (conversa com ela até hoje!) e foi meu primeiro… Vocês sabem :)´
Viajamos juntos pra Marília e pra São Paulo. Juntos realizamos muitos sonhos um do outro, foi lindo e perfeito enquanto durou! Não tínhamos olhos pra mais ninguém além de nós dois.

 

Mas infelizmente nem tudo e um conto de fadas e quando uma pessoa é perfeita demais é porque os defeitos logo aparecerão como uma bomba: Ele era muito infantil: não queria trabalhar, fazer faculdade ou tirar carta… Ele era mais velho, mas eu cresci e ele ficou pra trás. Começamos a brigar muito e um dia eu perguntei:
-E se eu passar na USP? Como vai ser nosso namoro? Vou ter que me mudar pra capital…
-Se você passar a gente termina…

E então… Terminamos.

 

Eu acabei escolhendo fazer faculdade no interior mesmo passando na USP, mas nós não estávamos mais na mesma sintonia e foi melhor assim… Foi uma decisão difícil e dolorosa, pensei que um dia íamos voltar, tentamos voltar por um tempo, mas quando não é pra ser não é…
Ele era o namorado perfeito pra uma menina de 15/16 anos, mas hoje eu sei que foi só uma fase, assim como minha adolescência… Foi perfeita, mas passou e ao passar deixou coisas melhores acontecerem comigo.

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Post por: K-Chan Nhayök




8 Comentários em “Amor? #2 Sicrano”


K-Chan Nhayök 24-01-2013

teste

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teste 24-01-2013

teste xD

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Gesiane 24-01-2013

^^ primeiros amores são boas lembranças! <3333

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Loma 25-01-2013

Primeiro, tenho que admitir que li as duas cronicas hoje. A anterior eu não tinha lido ainda. Me julgue, por favor. Segundo, eu tô impressionada com a forma aberta e transparente com que você está contando sobre seus amores. Sei lá, parece que a gente tá sentada conversando, tão pessoal, tão descritivo. Parece um papo de amigas! Sem contar que me emocionei com os 2. Amando. Tá de parabéns e continue por favor. Por sinal, já vi alí em cima a deixa pra mais um amor, talvez? HAHAHAHA Quando publicar, continue me twittando por favor. ^.~ kissu

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Sara 30-01-2013

Mesmo não tendo durado mais tempo, tenho certeza que as lembranças felizes jamais serão esquecidas =]
Tenho péssimas lembranças do meu primeiro namorado… Não gostava dele, não queria namorar com ele, foi uma pessoa que me fez sofrer muito, com quem não tenho uma lembrança sequer feliz e mesmo assim levei quase 4 anos ao lado dessa pessoa. Coisas que eu não consigo entender nem explicar.
Queria ter tido um amor assim como o seu: que fosse lindo, carinhoso, ainda que infantil. Na verdade, tive um também (o meu segundo namorado), que acabou sem motivo aparentemente. Não sei se faria tudo outra vez, mas quando me lembro do início eu recordo que sempre dizia: se um dia isto terminar ainda assim serei grata a ele por me fazer tão feliz. Mas no final nem sempre é assim, rs.
Beijo!

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Michael 30-01-2013

Eu sei que você já me contou basicamente todas as suas histórias, mas ler é ainda mais divertido!
O bom é ainda ter boas lembranças (e honrá-las), mesmo com o término. Enfim, adorei seu texto 🙂
Beijinhos!

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Fernanda N 03-02-2013

oie aime, tudo bom?
acho que é assim mesmo… os primeiro amores e namoros passam e a gente tenta só guardar o que é bom do que eles foram. lembro até hoje com carinho do meu primeiro amor, que eu nunca tive a oportunidade de ficar. ele era meu vizinho, amigo do meu irmão, e as coisas passaram e eu fui adiante. meu primeiro namorado foi meu colega de colégio e minha primeira vez foi com meu segundo namorado… mas tudo isso já passou! acho que a gente precisa passar por estas experiências para seguir em frente… e encontrar coisas melhores. tenho certeza de que você ainda vai cruzar por várias pessoas que vão fazer diferença na sua vida, mas que não vão ficar pra sempre… comigo até hoje é assim e acho que tem que ser assim mesmo! boa sorte com os próximos namoros… só não entendi até agora porque você não foi estudar na USP… hahaha! devia ter ido, menina! 🙂
beijo, beijo!

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Sara 15-02-2013

Moça, te indiquei lá no blog.
Beijo!

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