Não, eu não estou bem – e explico o porquê

não, eu não estou bem

Eu gostaria de dizer isso para todo mundo: não, eu não estou bem.
Mas todos nós sabemos que isso não é possível. As pessoas simplesmente não aceitam que você não esteja bem. Os amigos querem a todo custo que você esteja bem e os que não são amigos simplesmente não se importam e por isso você não deve gastar o tempo deles dizendo que não está bem.

Eu sumi, bateu quase os 2 anos sem post, isso me assusta, mas ao mesmo tempo me explica. Pra quem tem curiosidade, não, eu não estou bem… O fato é que muita coisa aconteceu, infelizmente a maioria ou foi ruim, ou teve um desfecho ruim.
Pra completar, estou morando agora em Rio Claro/SP, abandonei tudo e todos e essa talvez tenha sido a decisão mais difícil que tomei em toda a minha vida, ultrapassando a decisão de ir ou não morar em Portugal por 2 anos e abandonar o amor da minha vida (e perdê-lo ainda por cima).

Pois é. o amor da minha vida retornou e eu o perdi novamente e, depois disso quem ficou perdida fui eu. É incrível como a perda do amor pode te machucar mais do que a perda para a morte. Eu perdi o Kauã e consegui superar, consegui juntar forças e esperanças de um dia reencontrá-lo em um paraíso futuro (segundo as minhas crenças religiosas) e consegui me consolar pensando que ainda posso ter outro filho durante os anos que ainda terei que viver no atual sistema de coisas. Mas não consegui ainda me reerguer por ter deixado escapar a minha segunda chance de ser feliz com a pessoa que eu mais amei na vida. Então não, eu não estou bem.

Meus sonhos interrompidos em 2013 haviam retornado, mas foram mais uma vez despedaçados e o medo de dormir voltou. Os pesadelos voltaram. A insegurança, a incerteza e a insônia me machucam mais uma vez e não, eu não estou bem.

Eu não sei o que fazer, sentir ou pensar. Mas eu sei que preciso seguir de alguma forma, seja qual for a forma. Um dia eu encontrarei essa forma.
No momento eu quero voltar com o blog, na verdade eu nunca quis parar com o blog, ele ter parado foi a junção das circunstâncias: a perda de um filho, um trabalho que me sugava demais, as dores de cabeça, a falta de tempo e o coração partido.

Mas eu acredito em Deus e sei que ele vai me curar. E que um dia eu vou ter vergonha desse post… Por enquanto eu só precisava por para fora aquilo que estava engasgado aqui e não tem lugar onde eu me sinta mais segura e amada que no meu querido blog… Vejo vocês nos próximos posts! ♥

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2 respostas

  1. Lembrete: Em ambas situações você foi vítima da incerteza do “amor da sua – até agora – vida”.
    Eu te apoiei nessa decisão de mudar pq sei que Deus tem algo muito melhor pra vc – não em Assis.
    A vida cigana ta tua na veia gata, gata, G A T A.
    Te amo chuchu

  2. Como assim, se mudou pra Rio Claro? realmente é uma coisa que não estou compreendendo agora: enfim, realmente sua situação é bem triste, não sei o que
    seria o ~amor da sua vida~, mais queria poder ajudar de alguma forma mesmo que fosse com palavras o/ enfim eu acho que vc vai superar esses momentos.
    Eu tambem tô numa situação complicada, mais não ta pior que a ssua. a sua ta pior mil vezes.
    Bjooooos!

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30 anos, cidadã do mundo, que viaja sozinha desde os 17.
Formada em Letras (português, japonês e espanhol), quase poliglota, professora, escritora, produtora de conteúdo e designer sempre que pode.
Apaixonada por academia, pelo inverno, por seus cachorros Yuki, Dudu, Jade e Chico, por seu filho Kauã e seu filho Pedro, canecas, Harry Potter, cultura japonesa, tomar açaí na tigela, sorvetes com “cor de veneno“, ler e escrever.

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