Reflexão do mês: Se coloque no lugar do outro!

Algumas vezes eu paro pra pensar em como é difícil hoje em dia as pessoas enxergarem o lado do outro, se por no lugar.

“Você não me entende”
“Você não me conhece”
“Você não sabe o que eu estou vivendo”
“Você não tem noção da pressão que estou sofrendo”
“Você não tem ideia de como é difícil”

Essas e outras frases do tipo são coisas que escutamos ou dizemos todos os dias… Mas será que, antes de dizer isso, paramos pra pensar no que o outro está vivendo e nas suas dificuldades?

Numa vida a dois é fácil cobrar apoio e compreensão do outro, mas como você vai conquistar isso se não apoiar e compreender também, reciprocamente e em igual quantidade daquela que você cobra? Sabe aquele esquema de dar o exemplo antes de exigir algo de alguém? Então…
Vivemos num mundo onde muita gente quer ter sucesso em projetos pessoais e esquecem que aquele com quem dividem a cama todas as noites também é um ser humano que sonha.

Não, amor não enche barriga, mas a falta dele acaba até mesmo com a vontade de comer.
Um dia vai chegar a noite e aquela pessoa não vai mais estar ali -pode apostar- e você vai ter andado tão ocupado que só vai notar depois de algum tempo, quando fizer muito frio e não tiver uma perna quentinha pra se encaixar na sua… E vai se perguntar: o que foi que eu fiz?
Oras, meu querido, você objetificou tanto aquele ser, que ele foi ser em outro lugar! Não é justo ter alguém ao seu lado que serve de enfeite, de troféu, de status no facebook… “Quem não dá assistência, abre para a concorrência”, ou então faz a pessoa ver que está muito melhor sozinha, obrigado.

Quando duas pessoas decidem andar juntas, ambas tem que estar dispostas a transformar aquilo em uma caminhada pacífica onde, se um cai, o outro o levanta e, se os dois caem juntos, é preciso achar motivo para rir um pouco enquanto estão no chão. Porque caminhar sozinho é mais rápido, mas não tem ninguém pra apontar detalhes da paisagem que você não vai ver enquanto olha pra frente.

Esperar cansa e, quanto mais você demorar pra voltar, mais desvios vão aparecer e mais longe de você o outro vai ficar.

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Aime, ou Klaryan, ou K-Chan. Você escolhe.
30 anos, cidadã do mundo, que viaja sozinha desde os 17.
Formada em Letras (português, japonês e espanhol), quase poliglota, professora, escritora, produtora de conteúdo e designer sempre que pode.
Apaixonada por academia, pelo inverno, por seus cachorros Yuki, Dudu, Jade e Chico, por seu filho Kauã e seu filho Pedro, canecas, Harry Potter, cultura japonesa, tomar açaí na tigela, sorvetes com “cor de veneno“, ler e escrever.

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